Polícia investiga se carros e dinheiro apreendidos em operação podem ter sido adquiridos com verba da Saúde

A segunda fase da operação Purificação, deflagrada nesta quarta-feira (6), apreendeu bens dos investigados sob suspeita de terem sido adquiridos com uso de verba pública.

| DOURADOSNEWS / VINICIOS ARAúJO


Foto: Vinicios Araújo/Dourados News

A segunda fase da operação Purificação, deflagrada nesta quarta-feira (6), apreendeu bens dos investigados sob suspeita de terem sido adquiridos com uso de verba pública.

Segundo o delegado Denis Colares, da Polícia Federal, imóveis dos suspeitos foram visitados em cumprimento dos mandados de busca e apreensão, sendo recolhido até a sede da PF dois carros, a quantia de R$ 8.660,00 e materiais para análise que vão embasar as investigações. 

Durante coletiva de imprensa, o investigador evitou detalhar informações sobre os envolvidos nessa fase da operação, devido o sigilo do processo, mas garantiu que esses bens podem ter sido adquiridos com uso de verba da saúde pública de Dourados. 

Ao todo foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e duas prisões preventivas. Uma delas não foi efetivada, devido a ausência do investigado na cidade, no entanto a advogada dele já acionou a Polícia Federal informando que o suspeito se apresentará em breve. 

Conforme já noticiou o Dourados News mais cedo, um dos presos é o ex-secretário de saúde Renato Vidigal. O outro mandado de prisão será efetivado contra Raphael Henrique Torraca Augusto, ex-servidor da Secretaria Municipal de Saúde.

Ambos já foram sócios em empresa de segurança e marmitaria que prestou serviços ao Município, Esta última foi alvo da primeira fase da Purificação em fevereiro de 2018.

A OPERAÇÃO

A operação Purificação investiga desvio de verba pública e fraudes em processos licitatórios na saúde pública do Município.

Durante coletiva, o delegado da PF Denis Colares, o superintendente da Delegacia Regional de Combate Ao Crime Organizado, Fabrício Martins, e o superintendente da Controladoria Geral da União Daniel Carlos Silveira, detalharam que após a primeira fase contra um contrato de prestação de serviço entre a Funsaud (Fundação de Saúde de Dourados) e a marmitaria Marmiquente, novos elementos apontaram para outros dois contratos suspeitos. 

Desta vez os serviços seriam de transporte de pacientes e tecnologia da informação. 

Nesta manhã policiais estiveram na Secretaria Municipal de Saúde e no Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), onde atualmente está lotado Renato Vidigal ao cargo de coordenador geral, para coletar documentos que vão embasar as análises. 



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