'Síndrome do idoso' frágil é uma das doenças alegadas pela defesa para tirar Name de presídio

Laudos de saúde embasam pedidos para prisão domiciliar

| CORREIO DO ESTADO / IZABELA JORNADA


Advogado de defesa, Renê Siufi - Arquivo/Correio do Estado

A defesa do pecuarista Jamil Name, considerado chefe de organização criminosa envolvida em crimes de pistolagem que aconteceram em Campo Grande, apresentou três laudos médicos para pedir prisão preventiva domiciliar. De acordo com o advogado Renê Siufi, seu cliente tem graves problemas de saúde, como diabetes, problemas pulmonares e síndrome do idoso frágil.

A reportagem conversou com Siufi e ele declarou que está otimista com a possibilidade de Name, que já tem 80 anos de idade, cumprir a prisão em regime domiciliar. No pedido, a defesa alega também que Jamil Name não pode ficar sozinho em uma cela e que os sintomas podem ser agravados com o isolamento. Isso porque Name está preso em Regime Disciplinar Diferenciado (RDD), no Presídio Federal de Campo Grande. “Vamos tentar”, reforçou Siufi, ao ser indagado sobre a possibilidade dos laudos serem suficientes para que a Justiça atenda o pedido da defesa.

TRANSFERÊNCIA

Após serem transferidos emergencialmente e temporariamente para a penitenciária federal de Campo Grande, o pecuarista Jamil Name, seu filho Jamil Name Filho e os policiais Márcio Cavalcante e Vladenilson Daniel Olmedo aguardam transferência para serem encaminhados para o presídio federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte. O pedido foi feito pela Polícia Civil e pelo Grupos de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

Os quatro estavam no Centro de Triagem (CT) até sábado passado (12), mas no mesmo dia, foram  transferidos para o presídio federal da Capital. O motivo da transferência era porque delegado da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo e Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), Fábio Peró teria sido ameaçado de morte pelo grupo.  



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