Rodovia que liga Itaporã Dourados continua bloqueada pelos indígenas, saiba rotas alternativas para escapar

O bloqueio da rodovia MS-156 entre Itaporã e Dourados, já passa de 24 horas

| ITAPORã AGORA


Foto: Divulgação

O bloqueio de trecho da MS-156 entre Dourados e Itaporã, feito por índios da Aldeia Jaguapiru que protestam contra a falta de transporte escolar para estudantes universitários, já passa de 24 horas. Iniciado às 8h de terça-feira (1), segue a impedir que veículos passem pela rotatória que dá acesso à Reserva Indígena.

Na manhã desta quarta-feira (2), o capitão Thiago Custódio, que comanda a PMR (Polícia Militar Rodoviária) na região, informou ao Dourados News que a situação é delicada na área do protesto.

“Uma equipe nossa tenta negociar a liberação da rodovia”, explicou.  "Ontem conseguimos minimizar a situação com a liberação de emergência e também indivíduo com Parkinson pode passar”, detalha.

Segundo os militares, a principal rota alternativa pavimentada para quem quer escapar do bloqueio é a MS-379, com acesso no Presídio Semiaberto de Dourados em direção do Panambi ao município de Douradina. Posteriormente deve ser feito o retorno no sentido dos distritos de Piraporã e Montese, já em Itaporã.

Para quem vai aos municípios de Jardim ou Sidrolândia, a alternativa é trafegar pela MS-162 até sair na MS-164, região do Copo Sujo. Passando por vista Alegre e sai em Maracaju.

SEM TRANSPORTE

Ontem, logo no início do bloqueio, Queila Viana da Silva, estudante do curso de Letras da UEMS (Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul), explicou que o protesto foi motivado pela falta de ônibus para transporte de universitários residente na Reserva Indígena.

“Já faz mais de um mês que a gente tenta negociar com a prefeita e ela não libera o ônibus. É garantido por lei e a gente quer o nosso ônibus, porque está tirando a dignidade de muitos acadêmicos, está tirando o direito do sonho deles”, desabafou.

Segundo ela, são 150 estudantes prejudicados. “Já passou um mês, estão praticamente reprovados por falta. Estamos sendo muito prejudicados por isso, tentamos o diálogo, mas não obtivemos resposta. O bloqueio vai permanecer até que ela traga uma resposta concreta para nós, não queremos mais blábláblá”, afirmou.

Hoje, Gaudêncio Benites, liderança da Aldeia Bororó, disse ao Dourados News que não tem participação nesse protesto. Segundo ele, o bloqueio é encampado por estudantes e lideranças da Aldeia Jaguapiru.



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