Em 2019, número de óbitos no trânsito diminui no Estado

Já casos de acidentes apresentaram aumento no período analisado

| CORREIO DO ESTADO / ALÍRIA ARISTIDES


Mortes no trânsito diminuíram 51% e número de acidentes aumentou 23% - DIVULGAÇÃO

Dados revelam que o número de mortes no trânsito do Mato Grosso do Sul, de janeiro a agosto de 2019, é 51% menor do que o registrado nos mesmos meses do ano passado. Já os casos de acidentes no intervalo analisado aumentaram 23% em comparação à 2018. Os registros foram obtidos pelo Departamento Estadual de Trânsito do Estado (Detran-MS) e Batalhão de Polícia Militar de Trânsito (BPTran).

De janeiro a agosto deste ano, foram constatados 78 óbitos em acidentes de trânsito no Estado. Nos primeiros oito meses de 2018, houve registro de 161 mortes nas mesmas condições, revelando 83 óbitos a mais do que em 2019. Os dados são apenas de vítimas que faleceram nos locais dos acidentes. 

Nas cinco maiores cidades do Estado, três registraram diminuição no número de óbitos em 2019 quando comparado com 2018. De janeiro a agosto deste ano em Campo Grande, 26 pessoas morreram no trânsito, sendo que no ano passado foram 32 mortes. O número de vítimas fatais também caiu em Dourados, de 11 para oito; e em Ponta Porã, de nove para cinco. Em Três Lagoas, foram registradas seis mortes, o mesmo número registrado no ano passado. 

Apesar da redução de mortes, a quantidade de acidentes nas 79 cidades do Mato Grosso do Sul aumentou 23% no período avaliado. Em 2018, houve registro de 12.161 acidentes, enquanto que em 2019 o número é de 14.967 casos. Os dados são referentes à choques, quedas de motocicletas, colisões, atropelamentos de pedestres, engavetamentos, capotamentos, tombamentos, saídas de pista e até quedas de bicicleta. 

De acordo com a diretora de Educação para o Trânsito do Detran-MS, Elijane Coelho, o aumento nos casos de acidente no trânsito se dá devido a fatores como acréscimo da frota, a engenharia de trânsito e, principalmente, falha humana, o que inclui alta velocidade, embriaguez e uso de celular. “Por isso sabemos que as campanhas educativas têm efeito positivo na dinâmica do trânsito. Sempre buscamos novas formas de instruir as pessoas com atividades. Atualmente trabalhamos com simuladores de impacto e de embriaguez, onde as pessoas têm a percepção e a reação alteradas para aprendizado”, afirma a diretora. 



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