Limite do retrofit impede que prédio da 26 entre no projeto de revitalização

R$ 50 milhões estão disponíveis para serem usados pela prefeitura

| CORREIO DO ESTADO / FÁBIO ORUÊ E ALÍRIA ARISTIDES


Trad descartou a possibilidade do prédio também ser transformado em moradia popular - Foto: Valdenir Rezende / Arquivo / Correio do

Anteriormente cotado para também fazer parte do programa de moradias populares, o prédio inacabado, que fica ao lado do Mercadão Municipal, na Rua 26 de Agosto, em Campo Grande, não será mais transformado pelo programa federal Retrofit (revitalização da estrutura interna e funcional de um edifício), conforme o prefeito Marcos Trad (PSD). 

Em agenda na manhã desta sexta-feira (30), Trad descartou a possibilidade do prédio também ser transformado em moradia, assim como acontecerá com o Hotel Campo Grande. “O prédio na frente do mercadão está descartado, o programa do retrofit é de até R$ 50 milhões e o prédio lá para transformar em unidades habitacionais supera esse valor. portanto este está descartado. O do hotel campo grande se encaixa perfeitamente”, disse o prefeito da Capital. 

No dia 23, o Correio do Estado havia noticiado que Trad iria apresentar um projeto igual ao do Hotel da 13 de Maio, mas que ainda estava analisando para saber se o projeto iria se adaptar às exigências do Retrofit, mas, por motivo não explicado, o Prefeito não descartou a ideia. 

Segundo Trad, o valor para a compra do hotel seria de R$ 13 milhões e a reforma ficaria em R$ 25 milhões, totalizando  R$ 38 milhões e restando apenas R$ 12 milhões do montante do Retrofit. O projeto não é financiado com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), que banca o programa Reviva Campo Grande. 

Edifício localizado na Rua 13 de Maio, o Hotel Campo Grande, desativado em 2002, será o primeiro exemplo de retrofit do Centro de Campo Grande. O local será reformado pela Agência Municipal de Habitação de Campo Grande (Emha), e transformado em um edifício de habitação popular. 



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