Adolescente espeta colegas de escola com agulha de insulina

Achou seringa na rua e fez nove vítimas

| CORREIO DO ESTADO / RAFAEL RIBEIRO


Um adolescente de 15 anos acabou detido após uma 'brincadeira' de mau gosto com colegas Escola Municipal Elizabel Maria Gomes de Talles, na Vila Santa Luzia, região norte de Campo Grande. Na tarde desta terça-feira (30), ele espetou pelo menos nove outras crianças com uma agulha.

À Polícia Civil, o adolescente disse que achou o objeto na rua, enquanto ia para a escola. A agulha é propícia de seringa utilizada para aplicação de insulina, medicamento de combate às diabetes.

Quatro meninos e cinco meninas, todos entre 12 e 13 anos, estão entre as vítimas.

O fato aconteceu durante uma aula de inglês. Assim que notou o ferimento em alguns dos alunos, o professor ligou para a Polícia Militar, que encaminhou o caso à Delegacia Especializada de Atendimento a Infância e Juventude.

Em seu depoimento, o adolescente alegou que tudo não passou 'de uma brincadeira.'

O Correio do Estado apurou que as crianças passarão por exames mais aprofundados, entre eles o de sangue, mas que, inicialmente, nenhuma lesão mais grave foi detectada.  

As crianças 'espetadas' serão ouvidas ao longo desta quarta, na própria delegacia responsável pelo caso.

Por meio de nota, a Secretaria Municipal da Educação informou que 'a família foi chamada à escola e o aluno que praticou a ação foi encaminhado à Deaij, acompanhado pela mãe, onde já prestou depoimento.'

O texto completa que a secretaria 'está apurando os fatos e acompanhando o caso junto a direção da escola.' 'Tanto a Semed quanto a direção da unidade escolar estudam qual providência será adotada com o aluno, tendo como base o regimento escolar.  A direção da unidade está prestando todos os esclarecimentos aos pais dos alunos e, junto a Sesau, encaminhou as crianças para a UPA da Vila Almeida, onde toda a profilaxia foi realizada. Não houve necessidade de internação de nenhum aluno', diz.

'Encaminharemos o caso ao poder judiciário nesta semana. Trata-se de um caso de viuolência grave contra às outras pessoas. E ele pode desde sofrer medidas sócio-educativas, como prestação de serviços comunitários, até internação', disse a delegada Fernanda Félix, responsável pelo caso.



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