Para ministro, pai que não vacina filho comete 'ato de negligência e violência'

Em Campo Grande, Luiz Henrique Mandetta reforçou a necessidade de vacinação no Brasil

| CAMPO GRANDE NEWS


Luiz Henrique Mandetta, ministro da Saúde, durante discurso em evento. (Foto: Mayara Bueno).

Reforçando a vacinação no Brasil, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que veio a Campo Grande, neste sábado (dia 23), afirmou que comete “ato de violência e negligência' os pais que decidem não vacinar os filhos.

“A criança tem o direito a ser vacinada, só que não pode exercer. Então o pai ou responsável tem de assumir esse papel de levar a criança. Se ele acha, por alguma outra informação, não deve vacinar, o Ministério Público tem entendido que isso é um ato de violência e negligência e nós concordamos'.

O ministro comentou durante a agenda sobre a vacinação no Brasil, que tem mantido o Ministério da Saúde em alerta. Citou algumas ações que podem ser adotadas como forma de garantir que as pessoas fiquem “em dia' com o cartão de vacina.

“Tem estados que colocaram a exigência de apresentar na hora da matricula nas redes de ensino municipal e estadual'. O ministro citou, ainda, a possibilidade de ser exigido a carteira quando o funcionário fizer exames admissional, demissional e o periódico. “Nunca se pediu a regularidade vacinal, tem muita gente que nem sabe se está em dia ou não'.

Febre amarela e dengue – Casos de febre amarela em alguns estados do Brasil mostram que “o nível de vacinação está baixo', pontuou. Ele lembrou que o País tem certificado de área livre da doença. Contudo, se começar a ter surtos da febre amarela, a consequência poderá ser exigir vacinação de quem vier de outros países. “Se isso ocorre, é ruim para os negócios, para o turismo, para circulação de um país livre'.

Sobre a dengue, o ministro afirmou que, neste ano, está em circulação o sorotipo 2 da doença, que, quando entra em contato com uma população previamente exposta, aumenta-se a chance de febre hemorrágica. 'Que tem uma letalidade maior', disse o ministro. A vacina que o Instituto Butantan produziu está na fase quatro de um total de cinco, para averiguação da eficácia. 'Tem g rande expectativa de que possa dar as respostas de bons níveis de proteção pra ser disponibilizada. A gente não sabe em quanto tempo'.



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