Sócio suspeito de participar de morte de empresário é solto após juiz não ver justificativa em prisão

Júnior foi assassinado com pelo menos 10 tiros em sua empresa

| MIDIAMAX


Foto: Osvaldo Duarte/ Dourados News

Recebeu a liberdade nesta sexta-feira (9), em Dourados a 225 quilômetros de Campo Grande, o sócio de Junior Silva Bonato, 41 anos, assassinado a tiros na última quarta-feira (7), depois de ser suspeito pelo crime, que aconteceu na empresa da vítima.

A decisão é da tarde desta sexta (9), em que o juiz Eguiliel Ricardo da Silva, afirma não ver justificativas para a manutenção da prisão preventiva do suspeito, “a prisão do autuado não se enquadra em nenhuma das situações autorizadores de eventual prisão em flagrante, de modo que sua prisão deve ser imediatamente relaxada. Mesmo que assim não fosse, há uma contradição evidente na lavratura do auto de prisão em flagrante, já que ora a autoridade policial fala em indícios suficientes de participação, ora em fundadas suspeitas. Entretanto, dessume-se do pedido de prisão temporária feito ao final, que, na verdade, o quadro seria de fundadas suspeitas, o que não justificaria o flagrante.'

O sócio de Júnior foi autuado por fraude processual, por tentar atrapalhar as investigações. O delegado  do caso pontuou ainda que há fortes indícios de participação do amigo na execução da vítima. O suspeito teria dado informações contraditórias sobre o suposto roubo da camionete de Júnior  que foi encontrada horas depois do crime abandonada. 

O sócio negou participação no assassinato de Júnior e apresentou álibis. Sobre o celular pessoal, ele disse que teria sido levado pelo autor da execução, mas que foi encontrado danificado, escondido na periferia da cidade. Depois, afirmou que tentou se livrar do aparelho para esconder conversas com mulheres, que poderiam estragar seu casamento.

O aparelho foi escondido em dois locais e depois destruído pelo empresário. O caso segue em investigação, tratado até o momento como homicídio qualificado mediante paga ou promessa de recompensa, ou por motivo torpe, além da qualificadora de traição e emboscada.

Relembre o caso

O sócio de Júnior contou aos policiais que estava na empresa quando, por volta das 16h30 de quarta (7), o pistoleiro chegou perguntando por ‘juninho’, como era chamado o empresário. O sócio acabou rendido pelo autor, ficando sob a mira da arma até a chegada da vítima, quando foi colocado no banheiro da empresa.

De dentro do banheiro, o sócio disse ter ouvido os disparos e ao sair encontrou Junior sem vida. Foram pelo menos 10 disparos contra o empresário. Na fuga, o criminoso levou a camionete Toyota SW4, deixando para trás, na frente da empresa, a motocicleta usada para chegar ao local.

Testemunhas contaram que a motocicleta estava estacionada nas redondezas desde as 15 horas de quarta (7). O autor seria de estatura mediana, moreno claro e vestia uma camiseta tipo moletom cor preta, calça jeans, boné e máscara preta. Ele chegou à empresa de Júnior com uma pasta de plástico, segundo o sócio. Cápsulas e projéteis foram recolhidos pela perícia.


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