Aldeia denuncia ao MPF casos de tortura após escolha de novo líder em MS

Grupo de moradores da Aldeia Limão Verde, em Amambai, procurou o MPF (Ministério Público Federal) para denunciar o caso

| MIDIAMAX


Indígena mostra sinal de tortura. (Foto: Reprodução/Redes sociais)

Em uma aldeia de Mato Grosso do Sul, a Limão Verde, localizada em Amambai, cidade que faz fronteira com o Paraguai, qualquer questionamento ao atual líder é recebido com torturas físicas e ameaças de morte. Esta semana o caso foi parar no MPF (Ministério Público Federal) em Ponta Porã.

De acordo com relatos de moradores, as situações de violência teriam começado no ano passado, quando a nova liderança indígena foi eleita. De lá para cá, os 3 mil índios que vivem na Limão Verde passaram a viver num clima de ‘tensão’.

“Ontem nós fizemos uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre essas situações. Num ano de pandemia, começaram a acontecer vários casos de violência, torturas, ameaças, homicídios, e diante disso, a aldeia se revoltou e agora pede uma nova eleição, para que outro líder indígena seja eleito', explicou um dos moradores da aldeia.

Além do MPF, autoridades de Ponta Porã, e a Funai (Fundação Nacional do Índio) participaram da reunião realizada nessa segunda-feira. Segundo informações do Ponta Porã News, em 2020, quando tiveram início os relatos de torturas, foi realizada uma reunião com as lideranças da Limão Verde, juntamente com a Polícia Federal, para que os casos de violências cessassem.

No último dia 12 de janeiro, uma mulher de 29 anos procurou a delegacia de Polícia Civil de Amambai, após ter sido espancada por cinco pessoas e ser apontada como ‘bruxa’. Aos agentes, a vítima relatou que estava em casa, quando foi surpreendida pelo bando, formado por cinco mulheres e dois homens. Eles teriam chegado armados com martelo, facão e pedaço de madeira.

A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Funai (Fundação Nacional do Índio) para saber quais providências estão sendo tomadas em relação às denúncia feitas pelos indígenas, entretanto, até o momento ninguém se manifestou.


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