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Ministério mostra que 63% dos assentados de Sidrolândia vivem em “extrema pobreza”
Das 4.030 famílias que até dezembro recebiam o bolsa família, 2.286 (56%) são assentados, se somando 1.037 acampados e 629 indígenas
Aparecido Francisco Mato Grosso do Sul - MS
Postada em 08/01/2018 ás 08h31
Ministério mostra que 63% dos assentados de Sidrolândia vivem em “extrema pobreza”

Ministério mostra que 63% dos assentados de Sidrolândia vivem em “extrema pobreza”

Relatório do Ministério do Desenvolvimento Social, que traça um perfil de segurança alimentar e nutricional dos beneficiários do bolsa família, mostra que 63,41% das famílias dos assentamentos de Sidrolândia vive em situação de extrema miséria, famílias que sobrevivem com R$ 85,00 mensais por pessoa ou até R$ 170,00, aquelas com crianças e adolescentes de 0 a 17 anos na sua composição.


Um cenário contraditório considerando que quase 70 mil hectares, o equivalente a 35% da área plantada de soja nesta safra por médios e grandes produtores, estão sob controle de assentados contemplados pela reforma agrária.


De 3.624 famílias assentadas, 2.367 dependem dos programas de transferência de renda, aposentadorias e benefícios como LOAS, para complementar o orçamento doméstico. Das 4.030 famílias que até dezembro recebiam o bolsa família (até o pente fino da CGU que bloqueou o cancelou aproximadamente 1 mil benefícios por indícios de fraude), 2.286 (56%) são assentados, se somando 1.037 acampados e 629 indígenas.


A presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Rosa Marques, além da falta de políticas públicas para tornar os lotes produtivos, admite que houve falhas no processo de seleção dos beneficiados pela reforma agrária. Há muita gente que não tem perfil para atividade no campo e com isto, não consegue transformar sua parcela produtiva. “Falta também uma cultura de organização em cooperativa”, admite.


Para o assentado Claudio Moreira, do Assentamento Eldorado, quem veio para o campo na expectativa de que as coisas seriam fáceis, se frustrou. “Acredito que pelo menos 40% já desistiu, passou o lote adiante. Muita gente ficou, mas não produz, depende da aposentadoria para sobreviver”.


Claudio, que passou dois anos acampado, reconhece não ter conseguido produção suficiente para sobreviver do seu lote. “Produzo pouca coisa, praticamente para consumo próprio”. Por isto, desde o princípio alugou uma área e montou uma borracharia às margens da MS-258, um ponto de entroncamento com a estrada da gameleira.


A baixa produção dos lotes se revela, por exemplo, no fato de que só 92 assentados(num universo de 3.624 famílias) são fornecedores do Programa de Aquisição de Alimentos, projeto executado pela CONAB, que adquire a produção de pequenos produtores.


A possibilidade de escrituração das áreas, prometida pelo Incra depois da aprovação de uma lei federal, é vista com reserva pela presidente do Sindicato, assentada no São Pedro. “Não vai sair de graça. A estimativa é de que vamos ter que pagar quase R$ 30 mil pela terra, em parcelas anuais de pouco mais de R$ 3 mil”. Ela é contra e diz que os movimentos sociais vão pressionar o Governo Federal a isentar a cobrança. “Eles dão anistia para os grandes produtores e querem penalizar quem não tem nada”, avalia.


*Matéria atualizada.










 


Flávio Paes/Região News

FONTE: Região News
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