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POLÍCIA
PMA faz curso de taxidermia e educação ambiental em MS e mais 12 Estados
Os animais que serão taxidermizados (empalhados) neste ano, inclusive, um tatu-canastra de 36 kg vítima de atropelamento em Bataguassu, serão para constituir o museu de Educação Ambiental da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental
Aparecido Francisco Mato Grosso do Sul - MS
Postada em 04/12/2017 ás 20h49
PMA faz curso de taxidermia e educação ambiental em MS e mais 12 Estados

PMA faz curso de taxidermia e educação ambiental em MS e mais 12 Estados


A Polícia Militar Ambiental realizará, entre os dias 5 e 14 de dezembro de 2017, o VII curso de taxidermia (empalhar) de animais silvestres e Educação Ambiental, que ocorrerá no hotel Pesqueiro Anzol de Ouro, em Ladário.


A formação visa a preparar os Policiais para aproveitamento de animais atropelados, ou que morrem nos Centros de Reabilitação de Animais Silvestres, fazendo taxidermia e os utilizando em oficinas de educação ambiental, em especial em escolas públicas e privadas, para discutir os problemas relacionados à fauna.


O curso objetiva principalmente à troca de experiências entre as Polícias Militares Ambientais sobre os tipos de trabalhos de Educação Ambiental que cada Polícia está executando em seu Estado, com a finalidade de qualificar e melhorar esse tipo de trabalho preventivo tão fundamental para a minimização dos crimes e infrações ambientais.


Uma das disciplinas com 20h/aulas é de Educação Ambiental, quando há discussões sobre a Educação Ambiental no Brasil e sobre a aplicação e andamento das Leis das Políticas Estaduais sobre o tema.


Durante a disciplina os participantes de cada Estado apresentam os projetos de Educação Ambiental que são desenvolvidos pelas PMAs dos seus estados, visando à possível adaptação de trabalhos que um estado está desenvolvendo, para serem aplicados em outros.


A TAXIDERMIA APLICADA À EDUCAÇÃO AMBIENTAL


A ideia desse tipo de trabalho de taxidermia é montar museus itinerantes de educação ambiental para se ter um atrativo às crianças e adolescentes para discutir as razões que levaram àqueles animais a estarem mortos e não na natureza. Trata-se de uma forma bastante didática, que tem fundamentado e tornado os trabalhos na área de Educação da Polícia Militar Ambiental extremamente requisitados, até porque, o museu de fauna itinerante é somente uma das oficinas utilizadas.


Os trabalhos envolvem ainda oficina de reciclagem (discute-se – resíduos sólidos), do ciclo da água (discute-se recursos hídricos), a casinha da energia (discute-se sobre energias e seus impactos, bem como energias renováveis e limpas), plantio de mudas nativas (discute-se – desmatamento, assoreamento, importância da flora etc.), além do teatro de fantoches, em metodologia que permite ao atendido ter a noção de que o ambiente é um sistema complexo e, cada ente afetado, pode causar uma reação em cadeia, prejudicando todo esse complexo e, enfim, o homem nessa cadeia.


Além disso, cada oficina tem um panfleto com informações básicas, que são distribuídos aos professores, para que deem continuidade aos temas. Ou seja, a Educação Ambiental não-formal incentivando o desenvolvimento da formal.


LOCAL


O curso ocorreu nos três últimos anos na fazenda Green Farm CO2 Free, em Itaquiraí, a 70 km da cidade de Naviraí, próxima à divisa com o estado do Paraná. Neste ano ocorrerá no Hotel Pesqueiro Anzol de Ouro em Ladário.


Neste ano participam 30 pessoas. Além de Policiais Militares Ambientais de MS, participam Policiais Militares Ambientais de mais 12 estados, procedentes do Maranhão, Piauí, Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, Espírito Santo, Mato Grosso, Amazonas, Pará e Rondônia.


Também participam pessoas de instituições parceiras da PMA nos trabalhos de Educação Ambiental: Um técnico de laboratório da UFMS de Corumbá, um funcionário da empresa Caimasul (criação de jacarés) e a diretora do Instituto das Águas da Bodoquena (IASB)


Durante o VI curso ocorrido no ano passado foram confeccionados 52 animais silvestres, que hoje compõem os trabalhos de Educação Ambiental da PMA. O curso é ministrado pelos Policiais Militares Ambientais (taxidermistas) CB PM Vilson e SGT PM Celso, além do Tenente Coronel Queiroz (Doutor em Ecologia).


MUSEU DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL


Os animais que serão taxidermizados (empalhados) neste ano, inclusive, um tatu-canastra de 36 kg vítima de atropelamento em Bataguassu, serão para constituir o museu de Educação Ambiental da 2ª Companhia de Polícia Militar Ambiental de Corumbá, que será inaugurado durante a solenidade de encerramento do curso no dia 14 de dezembro.



 

FONTE: Dourados Agora
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