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Saúde

06/07/2018 ás 09h46 - atualizada em 06/07/2018 ás 19h59

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Aparecido Francisco

Mato Grosso do Sul / MS

Após três internações, maquiador morre por leishmaniose em Campo Grande
Josimar Pereira morreu, nesta quarta-feira (4), no hospital
Após três internações, maquiador morre por leishmaniose em Campo Grande
Após três internações, maquiador morre por leishmaniose em Campo Grande

Após três internações e pelo menos 15 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital El Kadri, onde recebia tratamento contra leishmaniose, o maquiador Josimar Pereira, morreu hoje em Campo Grande. A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) ainda trata o caso como morte suspeita pela doença, mas só este ano já foram registradas outras três mortes por leishmaniose visceral - todos indicados com dados preliminares.


O caso de Josimar chama atenção porque o rapaz procurou serviços privados de saúde e, de acordo com familiares e também em relatos dele nas redes sociais, o diagnóstico só foi concluído após a terceira internação, no dia 4 de junho.


Dias depois ele foi novamente nas redes sociais e disse que completava uma semana internado com leishmaniose. “Logo já estou em casa. Obrigado a minha família e amigos que estão comigo nessa”.


A primeira internação ocorreu no dia 25 de maio, também em um hospital particular. Na ocasião Josimar disse que estava com tosse há duas semanas. A segunda ocorreu no dia 31 de maio, no mesmo hospital que ele morreu hoje.


Na época ele relatou ainda não ter melhorado. “Aquele dia fui no hospital e (o médico) me passou um monte de remédio e nada. Agora tomei na veia e fiz raio-x pra ver se tinha algo. Mais de 3 semanas já”.
O retorno para a mesma unidade dias depois, em 4 de junho, foi a última entrada hospitalar registrada por ele.


Três dias depois ainda sem o diagnóstico da doença ele disse que estava internado “com pneumonia e anemia”. Mas o quadro se agravou, provavelmente por conta da demora no diagnóstico, e Josimar acabou indo para a UTI, de onde também postou no dia 10 de junho.


O último relato dele foi no dia 25 de junho, nove dias atrás, quando avisou que tinha recebido alta da unidade. “Voltei para o quarto. Se Deus quiser, já já estou em casa”. A família aguardava que o jovem recebesse alta na sexta-feira (29), o que não ocorreu.


Também nas redes sociais a mãe dele, Maria do Carmo Pereira Madeira, confirmou que o velório é realizado desde às 8h30min no Cemitério Memorial Park e o sepultamento será amanhã (5), no mesmo horário e local.


OUTROS CASOS


Além dos três óbitos a Sesau confirmou 69 notificações da doença este ano na Capital. Foram 21 em janeiro, sete em fevereiro, nove em março, 19 em abril, onze em maio e duas em junho.


A leishmaniose visceral é uma doença infecciosa sistêmica, caracterizada por febre de longa duração, aumento do fígado e baço, perda de peso, fraqueza, redução da força muscular, anemia e outras manifestações.


Os transmissores são insetos conhecidos popularmente como mosquito palha, asa-dura, tatuquiras, birigui, dentre outros.A transmissão acontece quando fêmeas infectadas picam cães ou outros animais infectados, e depois picam o homem, transmitindo o protozoário Leishmania chagasi.


Apesar de grave, a leishmaniose tem tratamento para os humanos, que é gratuito e está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS). Em Campo Grande o tratamento é realizado no no Centro de Doenças Infecto Parasitárias (Cedip).

FONTE: Correio do Estado

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