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Acidente de Trânsito

19/06/2018 ás 20h09 - atualizada em 19/06/2018 ás 20h17

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Aparecido Francisco

Mato Grosso do Sul / MS

Lei Seca completa 10 anos com menos mortes, mas cresce bêbados ao volante
Em MS, dados sobre mortes trazem 132 óbitos em 2011 contra 70 em 2017 e 37 de janeiro até agora.
Lei Seca completa 10 anos com menos mortes, mas cresce bêbados ao volante
Lei Seca completa 10 anos com menos mortes, mas cresce bêbados ao volante

Campanhas publicitárias contra o uso de álcool entre motoristas são mais antigas que a Lei Seca, no entanto, os resultados positivos - em relação ao registro de mortes no trânsito - só passaram a ser vistos depois que a lei foi sancionada, há exatamente dez anos. Dados de órgãos ligados ao trânsito e à saúde de Mato Grosso do Sul comprovam que quanto mais se fiscaliza, menos acidentes com mortes acontecem.


Os registros de mortes ligadas ao álcool caíram com o passar dos anos em MS, mas, de acordo com dados do Bptran (Batalhão de Trânsito), Detran (Departamento Estadual de Trânsito), Agetran (Agência Municipal de Trânsito), Sesau (Secretária Municipal de Trânsito) e Santa Casa, os flagrantes de condutores bêbados no volante aumentaram.


 




 

Estatísticas sobre alcoolemia informam que em 2008, o Bptran flagrou 81 condutores embriagados, contra 288 em 2017, e 153 de janeiro a junho de 2018. Já dados sobre mortes, trazem 132 óbitos em 2011 contra 70 em 2017, e 37 de janeiro até agora.


Antes da Lei Seca, o Código de Trânsito em vigor, aprovado em 1997, já limitava a ingestão até seis decigramas de álcool por litro de sangue. A legislação de 2008 tolerava o limite de 0,1 miligrama por litro (mg/l) e fixava punições.


Após novas alterações, a última em 2016 intensificou o rigor fixando a alcoolemia zero e ficou determinada infração gravíssima a quem recusar o teste do bafômetro, além da suspensão do direito de dirigir e ampliação da pena prevista ao motorista causador da morte ou de lesão corporal: de cinco para oito anos de reclusão.


Paralelo a isso, os mesmo dados do Bptran, mostram que no ano das alterações, 380 foram multados no trânsito e 54 recusaram a realizar o teste. Já em 2017, 482 foram multados e 94 não quiseram passar pelo teste. Por fim, neste ano, de janeiro a junho, 342 foram autuados e 306 recusaram o bafômetro.


Caiu no Brasil - Saindo de MS, a queda nas mortes depois da Lei Seca virou estudo. Levantamento - conduzido pelo CPES (Centro de Pesquisa e Economia do Seguro) e divulgado no ano passado - aponta que, entre 2008 e 2016, a Lei Seca teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas.


O levantamento tomou como base estatísticas do SUS (Sistema Único de Saúde). Ele mostrou ainda que, embora tenha havido aumento de 7% no número de acidentes em 2016 na comparação com 2013, houve 35 mil mortes a menos.


Segundo o levantamento, os óbitos se mantêm estáveis com tendência de queda desde 2008, o que sugere a ocorrência de acidentes menos graves a partir da aprovação da Lei Seca.


Multas - O valor da multa previsto no Art. 165 do Código de Trânsito Brasileiro, por embriaguez ao volante ou a recusa de ser submetido ao teste do etilômetro é de R$ 2.934,70 e suspensão de 12 meses do direito de dirigir.


Dirigir alcoolizado está entre os cinco principais fatores de risco para a mortalidade no trânsito. Apesar da Lei Seca sancionada em 2008, com o intuito de minimizar o alto índice de mortes em decorrência do consumo de bebida alcoólica e de todas as punições, ainda é visível a falta de consciência de alguns motoristas.

FONTE: Campo Grande News

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