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27/02/2018 ás 11h06

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Aparecido Francisco

Mato Grosso do Sul / MS

Comitê decide ampliar debate sobre importância da Reserva da Biosfera do Pantanal
A Unesco apenas acata a indicação, após analisar a documentação encaminhada comprovando que se trata de um espaço de interesse ambiental e, sobretudo, onde as comunidades e a atividade econômica estejam perfeitamente integradas com a natureza
Comitê decide ampliar debate sobre importância da Reserva da Biosfera do Pantanal
Comitê decide ampliar debate sobre importância da Reserva da Biosfera do Pantanal

 Os membros do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera do Pantanal, em reunião ordinária realizada nessa segunda-feira (26.2), no auditório Shirley Palmeira do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul), decidiram ampliar o debate sobre a importância do título e quais os mecanismos de gestão apropriados para a realidade local, antes de quaisquer outros passos.


“Se for preciso vamos a cada município, a cada comunidade tradicional, para explicar o que é a Reserva da Biosfera, colher sugestões, ouvir as preocupações, e só depois disso discutir o modelo ideal para atender os anseios de todos”, disse o secretário-adjunto de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar, Ricardo Senna, que também preside o Comitê Estadual da Reserva da Biosfera do Pantanal.


Nessa segunda-feira aconteceu também o seminário Conhecendo a Reserva da Biosfera, promovido pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro) em parceria com a organização WWF Brasil, que trouxe a Campo Grande o fiscal de Meio Ambiente da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), Massimiliano Lombardo; o coordenador geral de Áreas Protegidas do Ministério do Meio Ambiente, André Luís Lima; e o presidente do Conselho Gestor da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton Lino.


O debate foi mediado por Ricardo Senna e da mesa de abertura dos trabalhos participaram também o representante da WWF Brasil, Júlio Cesar Sampaio; do Comitê Deliberativo Federal da Reserva da Biosfera do Pantanal, Laércio Machado da Souza; o gerente de Recursos Florestais do Imasul, Osvaldo dos Santos; e o representante do Comitê Estadual de Mato Grosso, Marcos Ferreira.


Massimiliano Lombardo, da Unesco, explicou detalhadamente como funciona uma Reserva da Biosfera. Segundo ele, a iniciativa de se declarar determinado território como Reserva da Biosfera cabe aos governos locais. A Unesco apenas acata a indicação, após analisar a documentação encaminhada comprovando que se trata de um espaço de interesse ambiental e, sobretudo, onde as comunidades e a atividade econômica estejam perfeitamente integradas com a natureza. É o que acontece no Pantanal, ressaltou Lombardo, onde o homem pantaneiro tem se encarregado da conservação do meio ambiente há séculos.


Sem restrições


O título de Reserva da Biosfera do Pantanal não impõe nenhuma restrição de ocupação do espaço que já não exista na legislação atual, continuou o representante da Unesco. Na mesma linha argumentou o representante do Ministério do Meio Ambiente, André Luís Lima. Sua explanação mostrou como é constituída a Reserva, desde seu núcleo, formado por unidades de conservação; a zona de amortecimento e a zona de transição, que são os espaços no entorno. No entanto, o assunto levantou muitos questionamentos e, por isso, o Comitê decidiu aprofundar o debate.


Clayton Lino citou exemplos de exploração econômica da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, a primeira do Brasil fundada em 1991, e a maior do mundo atualmente, espalhada por 17 estados da Federação. As comunidades que vivem nessa área desenvolveram uma produção sustentável de recursos naturais da floresta, como erva-mate, palmito, pinhão, frutas, mel, que exibem o selo Mercado Mata Atlântica. A Reserva ainda criou o Selo Empresa Amiga da Mata Atlântica para premiar parcerias que ajudem na conservação da floresta, e o Prêmio Muriqui em reconhecimento ao trabalho de pessoas físicas ou entidades privadas em prol da Mata Atlântica. Muriqui é uma espécie de macaco que vive na região.



A Reserva da Biosfera Pantanal estende-se por uma área de 251.569 Km². Em MS ocupa parte de 30 municípios.



Pantanal


O Pantanal foi declarado Reserva da Biosfera em outubro de 2000, mas a reafirmação do título pela Unesco ocorreu no dia 23 de novembro do ano passado, após a criação dos comitês estaduais e do Conselho Deliberativo Federal. A Reserva da Biosfera Pantanal estende-se por uma área de 251.569 quilômetros quadrados. Em Mato Grosso do Sul ocupa parte de 30 municípios. Abriga uma riquíssima biodiversidade: 3.500 espécies de plantas, 124 espécies de mamíferos, quase 200 espécies de répteis, 464 de aves, 325 de peixes e 1.132 de borboletas.


No Brasil existem ao todo sete Reservas da Biosfera que englobam 1,3 milhão de quilômetros quadrados, ou 15% do território nacional. São elas: Reserva da Amazônia Central, Reserva da Caatinga, Reserva do Cerrado, Cinturão Verde de São Paulo, Reserva da Mata Atlântica, Reserva do Espinhaço e Reserva do Pantanal. No Mundo são 669 Reservas da Biosfera espalhadas por 120 países.


Texto e foto: João Prestes – Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro)

FONTE: Portal do MS

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